Revival (2015)


Selena Gomez tinha apenas 23 anos quando abriu seu coração para o mundo em um álbum pessoal e intimo e contou sobre seus sentimentos, seus relacionamentos, seus traumas e dramas, em Revival Selena mostra como buscar ser uma pessoa renovada. 

Ela começa o álbum falando que mergulha no futuro mas que é cegada pelo sol e mostra sua venerabilidade ao saber o que o futuro reserva para ela, como ela cita na faixa titulo 'Revival': 
"Eu renasço a cada momento então, quem sabe o que vou me tornar"
E começa a falar que esse é seu renascimento e que além da sobrevivência esse é o seu novo estado. Uma faixa pop bem gostosinha produzida pelo Rock Mafia e Hit Boy a música é muito importante para a criação da narrativa do álbum.

'Kill Em with Kindness' é uma faixa divertida com objetivo de dizer que a bondade vence sempre. A música é um dos maiores sucessos da Selena e é um EDM que deu certo, diferente das tentativas ruins cometidas no anterior, "Star Dances".

'Hands To Myself', a pop perfection da carreira de Selena, ela mescla com o synth-pop e entrega alguns vocais, sim, isso mesmo. Foi omposta pelos queridos de 2015, Justin Tranter e Julia Michaels.

'Same Old Love' o grande smash do álbum e uma faixa descartada por Rihanna, a música é um synthpop delicioso e casou muito com a voz da Selena, até consegui imaginar a Rihanna cantando ela mas não faria como Selena conseguiu.

'Sober' é um dos grandes destaques do álbum, sendo a melhor para mim. Alias, por que toda música chamada 'Sober' é boa? A música também foi composta por Chloe Angelides que foi responsável por algumas músicas que eu gosto como "Jackie (B.M.F.)" da Ciara, "Get On Your Knees" da Nicki Minaj e "Thinking Bout You" para Ariana Grande. Então assim, o histórico de título de faixa + o histórico do compositor, casou muito bem na minha mente e deu muito certo na criação da melhor do álbum.

'Good For You' foi a primeira música do álbum, uma música sentimental, poderosa e melancólica ao mesmo tempo, aqui Selena flerta um pouco com o R&B e hiphop. A parceria com o  ASAP Rocky fez com que a música ficasse ainda mais com essa proposta. Selena disse que a música representa a confiança, verdade e também um lado vulnerável.

Em seguida temos 'Camouflage' e 'Me & the Rhythm' que logo se destaca por ser diferente, das anteriores e ser uma faixa dançante bem como um disco, dance. Contagiante essa é um dos destaques do álbum. 

'Survivors' e 'Body Heat' são faixas dançantes e começa um novo lado de Selena no álbum, depois de ter passado por momentos difíceis sobre amor e relacionamentos, Selena agora vai aproveitar um pouco, Body Heat é um exemplo disso onde tudo que ela precisa é de um corpo porque ela está pegando fogo.

'Rise' é muito gostosinha e ótima e aqui ela está falando sobre seguir em frente, viver novos ares, como um novo recomeço, uma nova chance e que tudo isso depende de nós mesmo, ela também nos tranquiliza dizendo
"Mesmo quando os seus ossos parecerem pesos e for difícil para levantar o sorriso em seu rosto perfeito, você ainda pode encontrar um lugar tranquilo, feche os olhos até que você esteja flutuando no espaço exterior. Vai ficar tudo bem".
'Me & My Girls' é uma Selena empoderada que não precisa de homens, apenes de suas amigas. Aqui ela brinca um pouco com o latino e canta alguns pedaços em espanhol, suas origens. É um EDM, synth que deu muito certo, gosto da batida, do instrumental e a ponte com as palmas de fundo e depois dando a quebrada na música fez com que a produção elevasse um nível. 

'Nobody' é a balada arrepiante onde Selena lida com a perda, uma música bem pessoal para ela e que tem uma letra maravilhosa composta por Julia e com certeza é um dos grandes destaques do álbum, além do vocal da fada estar lindo aqui. 

'Perfect' é sobre se sentir desconfiança e aqui ela está falando sobre traição e se sentir menos e se questiona como deveria se comportar e agir com essa situação. 

'Outta My Hands (Loco)' é tão ruim que nem deveria estar no álbum, é uma música com um instrumental perdido, uns efeitos na voz da Selena que não ficou legal e o ritmo é completamente oposto de tudo no álbum.

Encerramos com 'Cologne', um pop-synth gostosinho que depois da loucura de Loco merecíamos uma música com a mesma essência de todo o álbum, apesar de ser bem inferior à produções como 'Sober' e 'Survivors' podemos dar um desconto, já foram 15 músicas até aqui então está valendo.

Aqui não fugimos da proposta do álbum e continua sendo um álbum de baladas marcantes, misturas de alguns gêneros e por fim muito pop bom!

Revival é um disco sobre o renascimento de alguém que passou por momentos difíceis em sua vida mas que quer dar a volta por cima, superar não é fácil mas tentar esquecer tudo até aqui e seguir em frente.

  6/10