
10 anos depois do último álbum, em 2021 o Evanescence finalmente lançou o seu aguardado álbum que ganhou o nome de "The Bitter Truth" que já diz bastante sobre o conteúdo lÃrico do álbum.
Lidando com perdas, medos, traumas e orgulho o álbum abre com a grandiosa 'Artfact/The Turn', uma da melhores músicas de abertura de álbum que eu já escutei na história. Ela começa com a voz distante de Amy Lee guiada por alguns sintetizadores que representa o começo da carreira da banda, que dura até os 48 segundos, dando entrada a alguns instrumentos e a faixa começa a crescer com uma transição de áudios entre os fones de ouvido, a experiência é muito boa durante o longo espaço vazio de som e quando a voz de Amy retorna é com um vocal totalmente maduro e forte. A faixa acaba em uma transição excepcional para a maior injustiçada no álbum para ser single;
'Broken Pieces Shine', gritou para ser single do álbum desde que saiu. Ela é potente, se mantem desde o começo com baixos e guitarras pesadÃssimos enquanto na bateria o Terry pisa com tudo e se junta com a banda para dizer que sobreviver dói, mas não devemos desistir, estamos vivos, não bem e nem sabemos se vamos ficar, mas tentar que tentar. Junte todos os pedaços quebrados e brilhe! (chorei escrevendo isso, rs)
O álbum segue com a dark 'The Game Is Over' com a voz da Amy em destaque no primeiro verso junto com um baixo extraordinário de bom, aqui a banda esta lidando com seus traumas. A música é um heavy metal maduro que foi descrita por Amy como "estar cansada de disfarces" como podemos ver no clipe da música eles usam mascaras como metáforas para os disfarces que usamos para nos sentirmos confortáveis no mundo em geral.
"Yeah Right" é uma música do álbum perdido do Evanescence, A banda disse que a música já existia há 10 anos, não da forma que conhecemos hoje, claro, mas que sim é uma música que foi criada antes do lançamento do 'Evanescence', de 2011. No Instagram da banda foi dito algo muito lindo sobre a música:
Eu sabia que valia a pena lutar. As perspectivas mudaram, as letras ganharam uma nova reviravolta, as estrelas se alinharam e finalmente se encaixou para nós como banda neste álbum.

"Feeding The Dark" vem em seguida para mostrar uma track obscura do Evanescence que merecÃamos há muito tempo. A música começa novamente com destaque para o vocal da Amy com alguns instrumentais no primeiro verso que cresce muito em um pré refrão perfeito onde a banda te questiona: "Qual profundo é o seu corte?" E então estoura em um refrão barulhento muito bom que faz você querer gritar e cantar com toda alma. Pulando para a ponte da música que com certeza esta no top 5 melhores da banda. Ouvir a Amy Lee cantar "If we run from ourselves, We will run forever" é com certeza uma das melhores experiências que tive na vida.
"Wasted On You" foi o retorno da banda depois de longos anos sem material e infelizmente a banda teve a pandemia que acabou acontecendo algumas mudanças no lançamento. Orginalmente esse não seria o lead single mas funcionou melhor que qualquer outra no álbum. Uma banda marcada por bons refins com grande influencia hard rock a música descreve bastante os dias caóticos da quarentena e representa bastante o sentimento de estar congelado no tempo. Corta novamente para a ponte que também é uma das melhores da banda, definitivamente o high da Amy no "I Don't Need Drugs" depois da bridge é de cair a boca e deixar qualquer um arrepiado.
"Better Without You" é simplesmente uma Amy Lee baddassssss lutando e gritando liberdade, justiça e descaradamente o KARMA. A música claramente é para sua antiga gravadora, qual ganhou um processo. A música fala sobre deixar os impérios caÃrem, atear fogo e que agora ela esta melhor sem aquilo que a oprimia. A ponte também é o grande destaque da música com uma sensacional marca Evanescence na música.
"Use My Voice" é o Evanescence falando sobre usar nossa voz para aquilo que é importante. Eles deixaram bem claro o posicionamento politico ali criando pequenas discussões sobre as eleições no EUA em 2020. A música conta com o backvocal de algumas vocalistas de bandas de Rock como Sharon den Adel do Within Temptation, Lzzy Hale do Halestorm e Taylor Momsen do The Pretty Reckless. Na música eles gritam por verdades, igualdade e liberdade.
"Take Cover" é uma música que havia sido tocada algumas vezes em shows e foi incluÃda no álbum por sua letra que se encaixa bastante onde eles querem chegar. Aqui novamente a banda falando que vai ter o que é deles. A maior heavymetal da banda tem uma ponte com uma mixagem de tirar o folego que envolve de ser um grande bate cabeça, com a Amy Lee mandando DESCANÇAR EM PAZ enquanto solta um high note do caralho, essa música é um dos destaques do álbum, extremamente fenomenal.
"Far From Heaven" É a de Amy Lee falando sobre lidar com a perde, com aquilo que não vão mais ter. Aqui ela fez para o seu irmão que faleceu. A música é a única balada sem muito o instrumental pesado que acompanha todo o álbum, realmente é uma parte do álbum para você respirar fundo e apreciar o lindo vocal da Amy, é uma música cheia de venerabilidade e sentimento.

"Part Of Me" começa já gritante após a calma da faixa anterior, aqui ela já começa agressiva já deixando bem claro que nessa altura do campeonato mais ninguém vai dizer o que ela precisa fazer. Ela já lutou aqui por sua liberdade, lidou com seus medos e traumas, com a perda, lutou por direitos e não tem medo de queimar na fogueira, não vai parar e vai continuar fazendo a diferença no mundo fazendo apenas mais do que sobreviver. Um heavymetal com um jogo de palavras impecável na ponte da música que grita com bastante guitarras e acordes além do grande e poderosos vocal da Amy.
"Blind Belief" encerra o álbum com uma introdução magnifica e depois vai caindo no instrumental enquanto a voz de Amy cresce e onde começa a questionar no refrão da música
Você tem medo de que nossos paÃs estavam errados? NÓS seguramos as chaves da redenção, deixe os Ãcones caÃrem!
Simplesmente um dos melhores refrãos em toda discografia da banda. E como não posso deixar de citar a ponte aqui mais uma vez, pois em todo o álbum eles abusaram em fazer bridge boas. É simplesmente eles gritando por revolução. QUEBRE O SISTEMA!

AMOR ACIMA DE TUDO. É assim que a banda encerra o álbum, que além de ser o mais bem produzido da banda mesmo tendo sido produzido pelo Nick Raskulinecz que já tinha produzidos outros trabalhos da banda, o The Bitter Truth não se pode comparar aos outros álbuns da banda e se mostra superior por sua maturidade, qualidade lÃrica e ótimas composições. Além de todo o peso do álbum em mostrar um lado 'pesado e escuro' que havia sido prometido pela banda e conseguiram entregar um álbum coeso.
Foram 10 anos esperando e eu como fã da banda posso afirmar que valeu muito a pena.


