
Após uma das melhores divulgações para um álbum dos últimos tempos, Halsey finalmente lançou seu novo álbum, "The Great Impersonator", seu quinto álbum que passa por décadas passadas em uma sonoridade que passa por um soft rock, pop-country e indie rock que tem grande influencia dos anos 80 e 90.
Inspirado por artistas como Fiona Apple, Evanescence, Dolly Parton, Björk e Britney Spears, Halsey fala sobre ter enfrentado condições graves de saúde e relevou isso no inÃcio da era quando lançou 'The End', 'Lucky', 'Lonely Is The Muse', 'Ego' e 'I Never Loved You'.

'Only Living Girl in LA' é a abertura do álbum e tem uma produção solida até o final da faixa que muda completamente, falando sobre como é ser celebridade e suas vertigens, a faixa é uma ótima abertura e diz bastante sobre o disco.
'Dog Years' que é uma faixa indie/folk rock inspirada pelos anos 90 e PJ Harvey é ambisiosa que fala sobre estar doente e lutar para viver e a perspectiva da morte.

Com uma letra muito dolorosa e pesada, em 'Letter to God (1974)' pede misericórdia para Deus e fala novamente sobre a morte, remete sobre sua infância, o medo de ser adulto e ser amado. Com uma produção bem minimalista e apenas os vocais de Halsey, aqui temos uma ótima faixa do álbum.
Em 'Panic Attack' inspirada pela Stevie Nicks a música é um clássico moderno do coutry. Enquanto 'I Believe in Magic' é mais uma faixa emocionante com seu filho envolvido na faixa aqui temos Halsey vulneral e com medo.
Indo para os anos 80, temos 'Letter to God (1983)' que soa como ela cantando para uma plateia e com a visão do Bruce Springsteen em "Born In The USA", claramente vejo Halsey em uma multidão cantando essa, curtinha e objetiva é maravilhosa.
'Hometown' e 'Darwinism' que enquanto a impressão de Dolly Parton aqui foi bem clara pelo marcado country e se houver um remix com a Dolly aqui isso vai ficar surreal de bom. Mas surreal de bom mesmo é Darwinism e sua inspiração no David Bowie e se tem David Bowie tem controvérsias, e aqui Halsey está questionando tudo, os peixes, o universo, deus. Se questionando do seu tamanho, em uma produção indie rock e com uns synth irrados mais para o final da faixa. Uma das melhores músicas do álbum.
'Arsonist' provavelmente é uma top 3 do disco, com uma energia intensa e um dark-pop e a influencia da Fiona Apple é essencial, essa faixa não existiria sem ela e a capacidade de Halsey em ser uma compositora tão boa.

'Life of the Spider (Draft)' é provavelmente a música mais distinta do álbum e uma das coisas mais diferentes que a Halsey já fez. Aqui tem uma sensação de sonoridade de pura depressão e melancolia e não é para menos, com uma letra como essa, essa faixa deve ter nascido nos piores dias de Halsey,
'Hurt Feelings' que é inspirada em si mesmo em seu debut em 2015, 'Badlands', e a energia de 2015 está muito presente aqui, é como se a faixa fosse da época e trabalhada agora, uma faixa do cofre. E 'Letter to God (1998)' é a faixa que destoa do disco por ser a mais próxima de um R&B, e isso é pelo fato de Halsey ter sido fortemente influenciada pela Aaliyah aqui.
E finalizando o disco, a faixa que da titulo ao álbum, 'The Great Impersonator' e uma faixa teatral e majestosa, fala muito sobre o álbum em um todo e Björk está presente aqui de alguma forma.
Em geral o álbum transmite o sentimento de dor, solidão e dias ruins, mas também mostra um lado de olhar para vida e sentir vontade de viver. Com sons sombrios e indo do country dos anos 70 até o pop dos anos 2000 esse vai ser o álbum mais aclamado da Halsey.


